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BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, JARDIM CIDADE UNIVERSITARIA, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, Livros, Arte e cultura, Comportamento,sexualidade
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Paraíba e seus Autores Literários
 

Braulio Tavares

Bráulio Tavares:

  • Romances
    • A Máquina Voadora
      Editorial Caminho - Colecção Uma Terra sem Amos - nº 82 (1997)
  • Colectâneas
    • A Espinha Dorsal da Memória
      Editorial Caminho - Colecção Caminho Ficção Científica - nº 97 (1989)
    • Mundo Fantasmo
      Editorial Caminho - Colecção Caminho Ficção Científica - nº 177 (1997)
  • Noveletas
    • Príncipe das Sombras
      A Espinha Dorsal da Memória (1989)
  • Contos

 

 

Fátima Pessoa



Escrito por pesquisadora às 22h01
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Areia - Terra de José Américo

                                    

                                            Areia, berço de José Américo

Principal município do Brejo Paraibano, Areia surgiu como povoado em 1625. É a cidade natal do pintor Pedro Américo, do escritor José Américo de Almeida e do Padre Azevedo, inventor da máquina de escrever. Fica a 120 quilômetros da Capital, João Pessoa. Com cerca de 30 mil habitantes é uma pacata cidade do interior e possui vários prédios tombados pelo patrimônio histórico: A Igreja de N. S. do Rosário dos Pretos (do século XVII, construída pelos escravos), o Teatro Minerva (1859, edificado pelas famílias de maior poder aquisitivo da época, daí sua denominação original: Teatro Particular ); a Igreja Matriz, o Casarão de José Rufino (influente Senhor de Engenho), a Biblioteca José Américo de Almeida, o Museu Regional de Areia e o Museu-Casa do pintor Pedro Américo, além da Reserva Florestal do Pau-Ferro e do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, antiga Escola de Agronomia do Nordeste, primeiro campus universitário de todo o interior do Nordeste. Areia foi a primeira cidade do Brasil a libertar seus escravos, antes mesmo da Lei Áurea.
Mas Areia reserva para o visitante outra grata surpresa: A cidade possui na zona rural mais de 20 engenhos que fabricam aguardente-de-cana, mel e rapadura num ambiente de muito verde, vales férteis, riachos com cachoeiras de águas cristalinas e clima europeu. No verão a temperatura fica entre 20º e 25º C. A altitude é de aproximadamente 620 metros. Leve seu equipamento de filmagem ou máquina fotográfica. O roteiro é deslumbrante e o turista pode obter imagens inesquecíveis, visitando a região que é considerada a Suiça Paraibana, cenário do romance A Bagaceira e da Revolta do Quebra-Quilos.


Escrito por pesquisadora às 21h20
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O romance A Pedra do Reino

 

O Romance da Pedra do Reino e as Desventuras do Sertão Inventado

  • POR CRISTHIANO AGUIAR
    Nossa conversa se inicia com uma pequena anedota literária: durante um certo período da sua vida, o escritor alemão Goethe morou na Itália. Lá, foi apresentado, numa visita à Academia de São Lucas, em Roma, ao crânio do artista renascentista Rafael. Escrevendo aos amigos, Goethe confessa ter ficado impressionado com “a casca incrivelmente bela, proporcional e arredondada (...) onde uma alma bela podia passear comodamente”. Ao retornar à Alemanha, Goethe fez questão de levar consigo um molde em gesso do famoso crânio, que utilizou como peso de papéis, sob o qual descansaram os originais da segunda parte do Fausto e dos Anos de aprendizado de Wilhelm Meister, entre outras obras. Descobriu-se, contudo, após a morte do escritor, que o crânio era uma farsa. Goethe tinha sido ludibriado. Esta história, que nos é contada por Pietro Citati, autor de uma biografia sobre o poeta germânico, carrega a seguinte lição: cada um enxerga as verdades que quer ver. Dizendo de outra forma: ao lermos o mundo, estamos, também, reescrevendo este mundo, pois acrescentamos a ele aquilo que carregamos de mais importante dentro de nós mesmos. Este é, exatamente, o ofício do escritor. Com o paraibano Ariano Suassuna, autor do Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta, não poderia ser diferente. Ariano, assim como qualquer outro bom escritor, reelabora o mundo sob a forma de linguagem, devolvendo-nos um objeto que não é a reprodução da sua própria voz, nem da vida real, mas sim, um artifício.

 

 



Escrito por pesquisadora às 21h10
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A PEDRA DO REINO

                                         
    Por mais realista que uma obra literária pretenda ser, ela é, sempre, invenção. Algumas obras, contudo, assumem essa característica de modo mais intenso, articulando a linguagem com a qual são escritas com uma exuberância imaginativa. Na nossa poesia, é o caso, por exemplo, de um Murilo Mendes. Na nossa prosa, um dos exemplos mais importantes é justamente A Pedra do Reino. Na prosa brasileira não são muito freqüentes as obras que apresentam essa exuberância, esse gosto pela reescritura radical da realidade através do mágico, do imaginativo, do mítico, ao contrário do que acontece nas literaturas hispano-americanas, por exemplo. Podemos destacar, além do romance de Suassuna, o Macunaíma, de Mário de Andrade; alguns momentos de Guimarães Rosa; os esquecidos romances de Rosário Fusco; os livros de J.J.Veiga; os contos de Murilo Rubião e, entre autores mais contemporâneos, os contos de Bráulio Tavares, Nelson de Oliveira e Amilcar Bettega Barbosa. Nossos romances, novelas, ou contos preferem comprometer-se com uma concepção mais tradicional de mímese, influenciados pelo positivismo, realismo e neo-naturalismo.

    A Pedra do Reino se inicia com seu narrador, Pedro Dinis Quaderna, preso na cadeia da sua cidade natal, Taperoá. O ano é 1938. Sua prisão está ligada ao assassinato misterioso do seu padrinho e a turbulências sociais causadas pela aparição de Sinésio, o Donzel do Cavalo Branco, filho do padrinho de Quaderna. Esse Quaderna não é o melhor exemplo de humildade. Ele se considera Dom Dinis Quaderna, o Dom Pedro IV, Decifrador, Rei do Quinto Império e do Quinto Naipe, Profeta da Igreja Católico-Sertaneja. Seus objetivos de vida são simples: pretende ser “Imperador do Brasil”, “Gênio da Raça Brasileira” e “Gênio Máximo da Humanidade”. “Imperador”, por se dizer descendente da família que organizou o movimento messiânico da Pedra do Reino, no qual alguns sertanejos se autoproclamaram reis e promoveram sacrifícios humanos para despertar o rei português Dom Sebastião, em São José do Belmonte, que fica na divisa entre Pernambuco e Paraíba. E “gênio”, porque escreverá a obra máxima da humanidade, que não será outra senão o próprio Romance da Pedra do Reino. Quaderna é um tanto traquinas, também: mentiroso compulsivo, inventa que está cego para escapar de uma suspeita de assassinato, mantém uma casa de prostituição, vive amigado com uma mulher casada, tenta trapacear no famoso Duelo de Pinicos, entre outras presepadas.

    Através do seu Quaderna, Suassuna pratica uma estetização do sertão paraibano, misturando elementos do imaginário popular com a cultura erudita, procedimento-base do seu Movimento Armorial. Como complemento às suas palavras, o autor paraibano inseriu na obra bonitas gravuras que retratam personagens e bandeiras descritos no romance. Para compor este sertão inventado, ele satura a realidade com palavras e imagens exuberantes e hiperbólicas. Este uso persuasivo do verbo e do ícone é uma herança da estética Barroca. Pedra do Reino se aproxima, portanto, de Grande Sertão: Veredas, ao transformar o sertão num palco de desmedidas e imagens barrocas. As duas obras, inclusive, utilizam o recurso da feudalização do sertão como uma das formas de se afastar da dicção documental típica do regionalismo de 30 e do neo-regionalismo de autores como Bernardo Elis e Mario Palmério. Grande Sertão: Veredas nos apresenta um processo de feudalização que se esfarela com a chegada da modernidade entre os jagunços; enquanto que na Pedra do Reino, essa feudalização é uma leitura, quase uma impostura, que Quaderna faz do mundo que decifra.

    Quaderna, por se considerar um intelectual, faz muitas citações, mas muitas vezes as adultera, refazendo-as para que elas contem a história dele. O sertão da Paraíba, com suas visagens, bandeiras, alegorias misteriosas e monstros epopaicos – a Moça Caetana, mistura selvagem e terrível de onça e mulher; a Besta Bruzacã, bicho gigante cujo sangue, se bebido, transforma aquele que o bebeu em imortal; o Cavaleiro Diabólico, cuja língua é composta por sete cobras – é um mundo recriado para servir de suporte não apenas a um prazer estético, como também a uma certa ideologia, escondida nas franjas das palavras da Pedra do Reino. Nenhum discurso é inocente. A professora e ensaísta Sônia Ramalho, na sua tese de doutorado O Sertão de José Lins do Rego e Ariano Suassuna: espaço regional, messianismo e cangaço, que será publicada ainda este ano pelo Programa de Pós-graduação em Letras da UFPE, nos ensina que existe, no romance, a idéia de que o Nordeste é o cerne da autêntica identidade nacional, vinculando a ideologia do romance à ideologia conservadora defendida pelo Movimento Regionalista do Recife, liderado por Gilberto Freyre e José Lins do Rego. No caso de Gilberto Freyre, no entanto, há uma primazia do Nordeste açucareiro, enquanto que na Pedra do Reino, o cerne da nacionalidade se encontraria no sertão algodoeiro-pecuarista. Quaderna pratica então uma nobiliarquização do patriarcado sertanejo, afirma Sônia Ramalho, como forma de fazer prevalecer este Nordeste do sertão e criar um discurso de conciliação entre a aristocracia do sertão e o povo, discurso fundado na idéia de uma democracia racial, chamada no livro de “castanha”, semelhante àquela defendida por Freyre. Esta ideologia ameniza as desigualdades sociais e mascara as relações de dominação entre ricos e pobres. Daí a feudalização atender a finalidades estéticas e ideológicas, que se articulam com o resguardo dos interesses, tanto no caso de Ariano Suassuna, quanto no caso de Gilberto Freyre, dos valores das classes dominantes nordestinas, que sofreram uma crise causada pelas mudanças do capitalismo e da geografia econômica e política brasileiras, a partir do final do século XIX.

    Há uma dicotomia entre cidade e meio rural na Pedra do Reino. Não é por acaso que um dos “vilões” da Pedra do Reino, o coronel Dom Antonio Morais – o “dom”, título nobiliárquico, é dado pelo próprio Quaderna – seja um representante da aristocracia vinculado a usineiros pernambucanos, ao capital estrangeiro e ao governo de João Pessoa, governador da Paraíba assassinado pelos partidários do pai de Ariano, o ex-governador João Suassuna – morto, logo depois, em represália à morte de Pessoa. A morte de João Suassuna foi um dos principais motivos para Ariano iniciar a escritura do seu livro, preferindo, ao contrário de um Hamlet, honrar a memória do seu pai-rei com a literatura, não com a vendeta. O ritmo da narrativa se prejudica quando Ariano defende, com prolixidade, seus posicionamentos ideológicos. Sua criativa escritura e releitura do mundo ficam, nestes momentos, em segundo plano, pois o autor subordina a invenção da linguagem à pregação de uma ideologia, que é transformada num peso de papéis e metáforas. Quem sabe, se for publicada a terceira parte da Pedra do Reino – a segunda parte, hoje esgotada, foi publicada com o nome História do Rei Degolado nas caatingas do Sertão ao Sol da Onça Caetana – nós possamos presenciar a obra-prima que Quaderna e Ariano tanto nos prometeram.


Escrito por pesquisadora às 21h02
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RICARDO ANISIO- da Canção de Abismo

RICARDO   ANISIO - autor de CANÇÂO DE ABISMO

QUEM É RICARDO ANISIO?

“Os poemas de Ricardo estão impregnados de beleza, ritmo e luz” (Marília Arnaud, escritora autora do livro “Os Campos Noturnos do Coração”)

“A atuação brava e importante de Anísio no jornalismo cultural referendam dignidade e sensibilidade em sua obra” (Vital Farias, compositor autor de “Ai Que Saudade de Ocê”)

“O homem sensível que me faz cantar a música de Bob Dylan toda vez que me apresento em João Pessoa é poeta por opção” (Geraldo Azevedo, compositor autor de “Dia Branco”)

“Com seu trabalho em prol da cultura a Paraíba e o Brasil precisam muito de Ricardo Anísio” (Sivuca, músico autor de “Feira de Mangaio”)

“Nunca duvidei que um dia Ricardo lançaria um livro de poemas capaz de instigar a crítica e os estudiosos de plantão” (Geraldo Vandré, compositor autor de “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores (Caminhando)”.

“Sem dúvida a poesia de Ricardo Anísio enriquecerá a Literatura Paraibana, oferecendo-nos um patchwork do cotidiano” (Elizabeth Marinheiro, Doutora em Literatura Brasileira)

“Eis que hoje, como uma Fênix, surgiu das cinzas com este Canção do Abismo” (Mercedes Cavalcanti, escritora autora de “O Vinho de Cana”)

“O livro de Ricardo Anísio não fica devendo nada às obras dos grandes mestres da poesia” (Oliveira de Panelas, poeta e repentista)

“E na amplidão abissal das metáforas, situa-se o livro Canção do Abismo, de Ricardo Anísio” (Políbio Alves, escritor autor de “À Leste dos Homens”).



Escrito por pesquisadora às 09h35
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Ricardo Anisio

Emepebê na alça de mira

Quando resolvi escrever alguns artigos, e reunir outros publicados na imprensa local, em livro, o fiz não por mera vaidade, mas para registrar um quarto de século de jornalismo. Não havia em mim a pretensão de polemizar, mas como me diz a amiga escritora Mercedes Cavalcanti, eu sou polêmico e pronto! Não sei fazer textos para dourar pílulas e nem consigo ludibriar o objeto das minhas apreciações. Por isso, amem-me ou deixem-me, os leitores me respeitam. Claro, pode haver respeito por parte de quem não concorda. Respeito pela história, pela consciência profissional isenta de quem assina os textos. E todos somos passiveis de erros, quem escreve e quem lê.

O meu livro "MPB de A a Z" (300 páginas, R$ 25,00) no entanto, provocou mais polêmica do que o esperado. Como bem escreveu o crítico de música José Telles (do Jornal do Commércio) , a obra veio para "desafinar o coro dos contentes da MPB". E o que vem a ser este coro? É aquele elenco de jornalistas que mais parecem relações públicas da indústria musical, que temem expor suas opiniões, que põem panos quentes em determinadas obras que não atingem a qualidade média esperada.

Eu não tenho ilusão quanto a estrada de escritor. Não passo de um poeta bissexto que lançou dois livros de poemas e prepara outro para 2006. Mas sou jornalista por ofício, e me posiciono sim. Doa a quem doer. Esta semana, entrevistado por Rosa Aguiar para o portal de Abelardo Jurema Filho, me vi novamente posto cara-a-cara com a polêmica. "Como você vê a música paraibana hoje?", me pergunta a amiga Rosa. E eu posso me furtar a emitir meus conceitos? Claro que não. Nem eu e nem cidadão algum que honre sua consciência, sua cidadania e sua coragem.

A música feita na Paraíba se apartou-se em duas histórias distintas. A da Música Instrumental, que tem grupos como JPSax, Quinteto da Paraíba, Quinteto Uirapuru, Camerata Brasílica, Quinteto Latino-americano de Sopros, Quinteto Brass'il e Brazillian Trombone Ensemble entre outros tantos. Nesta seara estamos bem, podemos até esnobar, somos um dos centros das atenções do país.

Mas o que posso dizer da tal 'mpb' que é a canção popular geralmente cantada e de menor esmero instrumental? Temos nomes muito bons como os de Milton Dornellas, Adeildo Vieira, Júnior Targino, Nossa Voz, Escurinho...e aí vai parando o trem. Mesmo assim, devemos levar em conta que os nomes supracitados não inclui nenhum garoto-revelação. E Rosa Aguiar queria saber de novos talentos, pelo que entendi da pergunta. Novos talentos? Sei não, sei não. Que me recorde assim de chofre tem a Flávia Wenceslau, que compõe e canta muito bem, e pronto. Fizeram um barulho em torno de um rapaz de nome Robson Bass, mas francamente, ele não decolará.

Será que Chico Buarque e Caetano Veloso têm razão quando dizem que a canção está morrendo? Será que realmente vamos disponibilizar a sigla mpb ao baticum politizado dos garotos dos guetos? Eles tem um lado maravilhoso que é justamente seu engajamento político-social, mas a sua música inexiste e sua poesia padece de um panfletarismo que nem Geraldo Vandré atingiu na monocórdica "Caminhando". Lembrar não custa, que Vandré fez isso de forma proposital e não por inabilidade; ele queria fazer um hino, uma canção de marcha para os protestos nas ruas, e conseguiu.

Claro que vão andar dizendo por aí que eu não gosto de Rap e que sou preconceituoso. Já fizeram isso da última vez que estive no Júri do festival MPB-Sesc, quando uma jovem cantora cujo nome me foge a memória, caiu no gosto da platéia modernosa. Gente, Rap não é moderno, não é novidade. Há pelo menos duas décadas se declama (sim, por que rap não se canta) em cima das batidas sampleadas. Pior que a idade, o rap não se inova e nem se renova. Saiu do gueto para criar astros milionários que teatralizam caras & bocas, encenam o papel de bad-boys e vão para casa contar seus milhões de dólares.

A música popular da Paraíba vai mal, a canção não morrerá, a mpusica instrumental da Paraíba vai bem demais e o rap jamais ocupará o lugar da canção. Se crermos nas falas rendidas de Chico e Caetano, vamos começar a acreditar também que eles admitem uma coisa: suas fontes se esgotaram. O compositor popular morreu? A canção está agonizando? Não é isso que percebo nas dezenas de cedês que chegam pelos correios semanalmente. O que Buarque e Veloso devem dizer é que o caminho da mídia (rádio e tevê) foi fechado pela máfia. E a eles, que são dois ícones da música brasileira, cabe o dever de denunciar esse crime de estelionato.

No mais reafirmo: não escrevi MPB De A a Z para polemizar. Mas a polêmica corre atrás de mim como eu do amor.



Escrito por pesquisadora às 09h20
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Edilberto Coutinho

José EDILBERTO COUTINHO: Nasceu em 28 de setembro de 1938, na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba e faleceu na cidade do Recife, em 1995.Era filho do Dr. Francisco Coutinho Filho e D. Otília Cirne Coutinho. Passou a infância e a juventude em constantes mudanças entre os Estados de Pernambuco e Paraná, acompanhando o pai que, sendo funcionário federal, estava sempre prestando serviço a qualquer Estado para o qual fosse designado. Era formado em Direito pela Faculdade do recife, porém, nunca exerceu a profissão de advogado. Sempre teve atração para as letras, principalmente, pelo folclore nordestino, influenciado que era pelas histórias do cotidiano desse povo que lhe eram contadas pelo pai, folclorista de renome. Era jornalista, diplomado pelo World Press Institute (Instituto Mundial de Imprensa) dos Estados Unidos, tendo escrito nos principais jornais e revistas do Brasil. Durante algum tempo, foi correspondente, na Europa, do Jornal do Brasil e da Revista Manchete e, nos Estados Unidos, dos Diários Associados (O Jornal e O Cruzeiro). Em 1970, transferiu-se, definitivamente, para o Rio de Janeiro. Pela atuação nos meios intelectuais e literários, Edilberto conquistou vários prêmios, tanto no Brasil como no exterior, entre os quais, destacamos: Ensaios de Jornalismo Literário e de Ficção, conferido pela Academia Brasileira de Letras; Crítica Literária, da Associação Paulista de Críticos de Arte; Estudos Brasileiros de Ficção, da Fundação Cultural de Brasília-Conselho Federal de Cultura; Ensaio Biográfico, da Associação Brasileira de Crítica Literária; Ficção, da Fundação de Las Americas, Havana; Maracanã, adeus, na tradução francesa de Jacques Theriot, sob o título Onze au maracanã Le grand Prix Cultural Latin, Paris, 1986.

Edilberto Coutinho era escritor, jornalista e professor universitário. Era sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e membro da Academia Brasileira de Literatura. Ingressou na Academia Paraibana de Letras, em 28 de maio de 1982, recepcionado pela acadêmica Elizabeth Marinheiro. Bibliografia: Onda boiadeira e outros contos; Recife, 1954; Contos II, Recife, 1957; Erotismo no romance brasileiro, anos 30 a 60, Rio, 1967; Rondon e a integração amazônica, São Paulo, 1968; Rondon, o civilizador da última fronteira, Rio, 1969; Presença política no Recife, São Paulo, 1969; José Lins do Rego, Brasília 1971; Um negro vai à forra (contos); São Paulo, 1977; Sangue na praça (contos), 1979; Criaturas de papel, Rio, 1980; Maracanã, adeus (onze histórias de futebol), Rio de Janeiro, 1980; Erotismo no conto brasileiro; Rio, 1980; O romance do açúcar: José Lins do Rego, vida e obra, Rio, 1980; Memória demolida (ensaio), Recife: Ed. Piratas, 1982; O jogo terminado (seleta de contos), 1983; O livro de Carlos (Carlos Pena Filho, poesia e vida), Rio, 1983; A imaginação do real, Rio, 1983. Obra póstuma: Bar Savoy.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Arquivo da APL.

COUTINHO, Edilberto. O livro de Carlos (Carlos Pena Filho, poesia e vida). Rio

de Janeiro: José Olympio, 1983.

---- O romance do açúcar.Rio: José Olympio, 1983.

PINTO, Sérgio de Castro. Discurso de posse na APL. Revista da APL, nº12.

João Pessoa, 1997 .

Academia Paraibana de Letras
aplpb@aplpb.com.br


Escrito por pesquisadora às 09h16
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A R I A N O S U A S S U N A...

ARIANO SUASSUNA

 

Embora suas primeiras publicações sejam poemas, é através

do teatro  que começa a acumular prêmios e a se afirmar 

definitivamente como escritor.

 

Em 1979, com  A PEDRA DO REINO, o escritor faz sua estréia

no romance, salientando a vinculação desta narrativa épica e satirica,

fantástica e poética com o Movimento Armorial, fundado em recife

no mesmo ano.

Embora diversificando sua produção, quanto ao gênero, o escritor

Mantém uma marca de originnalidade que empresta a sua obra uma

indiscutivel unidade : a recorrência à grande liçao do Romanceiro

popular nordestino – segundo ele fundamental para  o entendimento

de tudo  quanto escreveu..

Sem cair na idolatraia do “popular”, é através dos cantadores e folhetos

de feira que o autor retorna à tradição ibérica e mediterrânea, encontrando

nesta confluência o material bruto para a reacriação que se prõe a exprimir

a universalidade de um povo dilacerado entre tempos históricos (reais)

distantes e diversos.

Mas essa preferência pelas fontes populares não faz  da arte de Ariano

Suassuna uma  expressão regionalista, no sentido convencional do termo.

Sua maneira de perceber oi mundo recusa o neo-naturalismo dominnate

Nessa tend~encia estética, em busca de uma dimensão mágica, uma

dimensão mítico-poética em que se exprime o seu mundo – o sertão

 tranfigurado. (*...texto de Angela Bezerra de Castro).



Escrito por pesquisadora às 10h32
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ARIANO SUASSUNA

Ariano Vilar Suassuna é advogado, professor, teatrólogo, romancista, poeta, ensaísta, defensor incansável da cultura popular do Brasil e do nordeste. Nasceu em João Pessoa - Paraiba em 16 de junho de 1927, filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna e Rita de Cássia Dantas Villar. Quando tinha três anos de idade, seu pai foi assassinado no Rio de Janeiro, por causa de lutas políticas. Depois do trágico episódio, sua mãe mudou-se para Taperoá, com os nove filhos, onde Ariano Suassuna fez os estudos primários.

A infância vivida no sertão familiarizou o futuro grande escritor e dramaturgo com os temas e as formas de expressão artística que viriam mais tarde a constituir, como ele próprio o denomina, seu "mundo mítico". Não só as estórias e casos narrados e cantados em prosa e verso foram aproveitados como suporte na plasmação de suas peças, poemas e romances. Também as próprias formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e reelaboradas por Suassuna. Suas primeiras produções caracterizavam-se pelo domínio dos ritmos e metros da poética nordestina. Em 1942, então com 15 anos, foi para o recife, estudar no Colégio Americano Batista. Pouco tempo depois começou a escrever para o TEP ( Teatro dos Estudantes de Pernambuco), que era coordenado por Hermilo Borba Filho. Dentro do TEP foi criado um palco itinerante chamado "Barraca", que era inspirado no "La Barraca" grupo criado pelo poeta Garcia Lorca.

Em 1946 Ariano ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Depois de formado, exerceu a advocacia até 1956, quando abandonou a profissão para tornar-se professor de  Estética
na Universidade de Pernambuco. Em 1959, com Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do
Nordeste. No início da década de 1970 fundou "O Movimento Armorial". Deste movimento saíram nomes como Antônio Nóbrega e Antônio José Madureira.

Suas primeiras peças foram Uma mulher vestida de sol (1947) , Cantam as harpas de Sião (1948) > e Os homens de barro (1949). Desde o início de seu trabalho, Suassuna demonstrou clara inspiração popular combinada à convicção cristã, o que o levou a recuperar o auto religioso medieval em peças como o Auto de João da Cruz (1950) e O arco desolado (1952). Tornou-se conhecido do público, no entanto, com os trabalhos da segunda fase. Obteve êxito nacional em 1955 com o Auto da compadecida (1955), peça na qual houve influência do dramaturgo português Gil Vicente e da tradição folclórica portuguêsa.

Em outra abordagem dessas influências, Suassuna escreveu
O santo e a porca (1957)
e O casamento suspeitoso (1957). Utilizou elementos próprios do teatro de marionetes, tais como máscaras e a mecanização dos movimentos, em A pena e a lei (1959) , premiada no Festival Latino-Americano de Teatro. Em 1960 fundou o Teatro Popular do Nordeste, onde apresentou A farsa da boa preguiça (1960) e A caseira e a Catarina (1962).

Suassuna interrompeu sua carreira de dramaturgo no final da década de 1960 para dedicar-se à prosa de ficção e ao papel de animador cultural no movimento Armorial, que pregava o resgate das formas de expressão populares tradicionais. O escritor transferiu a temática de sua dramaturgia para as obras Romance da pedra do reino e O príncipe do sangue do vai-e-volta (1971) e a História do rei degolado nas caatingas do sertão ao sol da onça caetana (1976). Suassuna também escreveu poesia e crítica de arte. Em 1989 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Em agosto de 1989, foi eleito por aclamação para a Academia Brasileira de Letras, tomando posse em maio de 1990.
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Escrito por pesquisadora às 23h24
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